Bem vindo ao meu blog. Aqui você vai conhecer um pouco da minha história e da história da cidade que escolhi para viver. Vai saber de novidades, notícias e ações de nossa cidade, região e país e poder participar dando sua opinião. Meu ponto de vista e minha opinião estão aqui de forma independente, clara e direta! Acesse também o Facebook Marcos Junghans.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Seguir a Vida para Seguir Feliz
Todo ser humano tem momento de decisão na sua vida. Para isso basta parar e analisar a situação com calma para poder decidir corretamente.
Afinal qual a grande essência de vivermos nesse mundo e qual a nossa verdadeira missão?
Talvez passemos a vida inteira tentando descobrir e nunca cheguemos a uma conclusão definitiva. De qualquer modo sempre é bom refletir sobre o tema para não termos arrependimentos definitivos no futuro.
Tomei uma decisão radical. Não a mais radical que já havia tomado pois essa já fiz a muito tempo! Falo de uma decisão onde colocamos o que de fato vale apena lutar por e o que é melhor deixar de lado. Decidi deixar de lado a vida pública que tanto me atraia anteriormente com o objetivo de poder ajudar com conhecimentos e experiência um sonhador projeto de políticas públicas na minha cidade de Barra Velha-SC.
Todos temos sonhos e um dos meus era ver a minha pequena cidade com pouco menos de 30.000 habitantes sendo um exemplo de prosperidade e bom trato com as necessidades do seu povo. Doce ilusão!! Descobri a duras penas que este mesmo povo que tanto sofre com injustiças e falta de cuidado gosta mesmo é de sofrer. Tudo faz para deixar as coisas como estão preferindo o conforto da mesmice à correção dos atos. Nem sempre é só apatia, as vezes é premeditação mesmo.
Passo a lamentar cada vez menos pois descobri tardiamente que que o ser humano é assim mesmo; apático e acomodado e principalmente indiferente.
Defeito? Virtude? Tanto faz afinal não há um que não possa se tornar noutro.
Uma das motivações que tive desde o início de importante decisão de tentar mudar o mundo foi acreditar que a humanidade quer mudar. Balela, está provado historicamente que perpetuar o que está posto dá menos trabalho. Nem ao menos querem mudar a si mesmos. Porque abraçariam uma mudança generalizada.
Dessa forma dois caminhos existem para serem trilhados. O primeiro é o caminho da manada onde todos continuam no mesmo rumo, esteja ele certo ou errado. O segundo é o da mudança interior de cada individuo onde ele acredita e segue realmente as mudanças que precisam ser feitas. Esse sim é um caminho bom, infelizmente dá bastante trabalho percorrê-lo. Após escolhido o caminho é necessário saber se a mudança interior motivará a mudança de direção de uma manada!
Já dizia José Saramago numa citação que considero lema: " O convencimento é uma forma de doutrinação e dessa forma é tão prejudicial quanto nenhuma doutrinação"! As mudanças devem por forma maior prevalecer dentro dos indivíduos. Se ela não for espontânea terá a mesma eficácia de uma chuva em alto mar.
Desta forma o caminho da felicidade passa pela própria felicidade onde não existirão convencimentos e nem cobranças.
Ser feliz não depende de fatores externos mas sim de paz de espírito e sensação de ter feito a coisa certa. Simples assim. Dessa forma vejo que sigo firme no meu caminho feliz onde tudo pelo que sempre lutei está certo apesar de não ser seguido nos meus passos. Felicidade é um sentimento egoísta onde cada um se regozija com o que lhe é importante. Dessa forma sigo feliz!
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Como Deixar de Ser um País Colonial
Desde criança ouço a eterna afirmação de que o Brasil é um país em desenvolvimento! Antes disso, conversando com pessoas mais velhas e experientes, eles também repetiam esse mantra de que o nosso país é um país que está crescendo e no rumo do futuro. Com isso já se passaram mais de 100 anos e continuamos em crescimento?
Com poucos anos a mais do que o Brasil, os Estados Unidos já chegou lá a muito tempo, nem vamos falar sobre o Canadá e a Austrália, entre outros, que com a mesma idade cronológica alcançaram status de desenvolvidos a muito tempo sendo invejados pelos brasileiros.
Então o que é que nos difere tanto desses comparativos e nos impede de alcançarmos essa patamar que parece inatingível para o Brasil?
Chamou-me a atenção um recente artigo na revista Veja onde numa entrevista a atual Ministra da Agricultura Kátia Abreu, declara em alto e bom tom que a solução do Brasil é pelo campo! Segundo ela a agricultura etá habituada a socorrer o país nas crises. Crises? Que crises? Nota-se o despreparo e clientelismo nas colocações infelizes da Ministra. O Brasil nunca teve problema de falta de alimentação, sendo um dos maiores produtores de alimentos no mundo! O Brasil não tem superpopulação, não tem grandes desastres naturais, não tem desnutrição nem epidemias que dizimem populações como outros países. E não tem grandes problemas além dos que são gerados por quem deveria administrar e solucionar positivamente a gestão do que se apresenta.
A grande falha do Brasil é ainda pensar como uma colônia. Continuamos a exercer um modelo econômico ultrapassado e centralizador focado apenas no agronegócio, exatamente como a séculos atrás. Basta ver que o Brasil tem como suas maiores receitas a exportação de grãos(soja, café, milho) fumo, açúcar, carne, madeira serrada, frango, entre outros. Dos dez principais produtos exportados, sete são provenientes do agronegócio, respondendo a 10% de todos produtos agrícolas consumidos no mundo! Hoje a exportação de produtos provenientes do agronegócio correspondem a 20% do PIB-Produto Interno Bruto do país.
O Brasil está apenas atrás dos Estados Unidos em exportação de produtos agrícolas.( http://www.agroinvestbrasil.com.br/agronegocio-brasil )
Aí fica a grande diferença; enquanto os Estados Unidos está em 14° lugar na renda per capita o Brasil está no fim da lista com a 54ª posição. Nem estamos falando do Canadá, 9° colocado e da Austrália em 6ª colocação da distribuição de renda. Fica emblemática com essa diferença de que algo está sendo feito de errado na condução da economia e administração do Brasil quando vemos países com idades semelhantes estarem tão a nossa frente no desenvolvimento em geral. Então a grande dúvida é: O que está sendo feito de errado?
A resposta é simples e direta; Continuamos a ser um país colonial que não se desenvolveu pois tem uma política errada de desenvolvimento. Continuamos a nos comportar como a 5 0u 6 séculos atrás quando outros países vinham aqui para buscar açúcar, madeira, café, etc, etc. Nós continuamos a investir na produção e exportação de produtos "in natura" esquecendo que o valor agregado a esses produtos iria ser multiplicado se antes de serem exportados fossem devidamente processados e transformados, agregando valor comercial e proporcionando a industrialização de primeira linha dessa produção. Como exemplo basta ver que países como a Bélgica, França e Suíça atualmente são os maiores produtores de chocolates no mundo, no entanto não possuem nem um único pé de cacau em seu território. Outro exemplo, países como a Alemanha e o próprio Estados Unidos são os maiores fabricantes de veículos, mas a matéria prima como o ferro-aço, borracha, para essa produção não é deles.
O que mais chama a atenção da disparidade entre os países é que alguns deles, pequenos e sem grandes recursos naturais como o Brasil estão anos luz a nossa frente. A Noruega, o Japão e a própria Suiça encabeçam essa lista com renda per capita ao redor de US$ 100.000,00 enquanto o Brasil patina com rendimentos anuais na casa de US$ 12.000, praticamente 10 vezes menos!
Dessa forma chega-se a conclusão de que estamos no caminho errado. Investir para alimentar o mundo é uma boa opção para o mundo, mas não para o Brasil. Isso interessa a grandes fazendeiros, pecuaristas e donos de terras. Continuamos dessa forma a ser um latifúndio. Enquanto exaurimos nossos recursos naturais para termos o status de "celeiro do mundo" outros países vão muito melhor, obrigado! Já passou da hora de o Brasil se firmar como transformador e não apenas uma grande fazenda com serventia de enriquecer outros mais espertos e ladinos..
O agronegócio pode sim ser uma das maiores fontes de riqueza do nosso país, mas contanto que não seja a atividade fim. Se ela tiver sua importância recolocada como atividade meio, a produtividade poderá aumentar e alavancar a transformação da qual o país tanto precisa para ser verdadeiramente desenvolvido.Não precisamos mais expandir nossas fronteiras agrícolas que tanto mal fazem ao meio ambiente. Precisamos sim de repensar de que forma estamos super utilizando o que nós já temos.
O desenvolvimento se produz com conhecimento e tecnologia de forma que a tal "saída pelo campo" propagandeada por sucessivos governos no Brasil, não nos torne um mero produtor de grãos para outras nações. A tão falada exportação das commodities já provou não ser tão eficaz e boa quando se alardeava a anos atrás. Melhor agregar valor a esses produtos vendendo-os já processados e manufaturados e com isso produzir empregos e muito mais riqueza no Brasil, seja ela comercial, intelectual ou tecnológica. Da forma como está o Brasil continuará a ser uma colônia onde outros vem aqui para plantar e colher e com isso continuaremos sendo indefinidamente um país em desenvolvimento. Ciência e tecnologia; se para países sem recursos como Japão, Noruega, Suíça e Estados Unidos entre outros deu certo porque não haveria de dar certo por aqui. Basta deixar de ser um país colonial.
Com poucos anos a mais do que o Brasil, os Estados Unidos já chegou lá a muito tempo, nem vamos falar sobre o Canadá e a Austrália, entre outros, que com a mesma idade cronológica alcançaram status de desenvolvidos a muito tempo sendo invejados pelos brasileiros.
Então o que é que nos difere tanto desses comparativos e nos impede de alcançarmos essa patamar que parece inatingível para o Brasil?
Chamou-me a atenção um recente artigo na revista Veja onde numa entrevista a atual Ministra da Agricultura Kátia Abreu, declara em alto e bom tom que a solução do Brasil é pelo campo! Segundo ela a agricultura etá habituada a socorrer o país nas crises. Crises? Que crises? Nota-se o despreparo e clientelismo nas colocações infelizes da Ministra. O Brasil nunca teve problema de falta de alimentação, sendo um dos maiores produtores de alimentos no mundo! O Brasil não tem superpopulação, não tem grandes desastres naturais, não tem desnutrição nem epidemias que dizimem populações como outros países. E não tem grandes problemas além dos que são gerados por quem deveria administrar e solucionar positivamente a gestão do que se apresenta.
A grande falha do Brasil é ainda pensar como uma colônia. Continuamos a exercer um modelo econômico ultrapassado e centralizador focado apenas no agronegócio, exatamente como a séculos atrás. Basta ver que o Brasil tem como suas maiores receitas a exportação de grãos(soja, café, milho) fumo, açúcar, carne, madeira serrada, frango, entre outros. Dos dez principais produtos exportados, sete são provenientes do agronegócio, respondendo a 10% de todos produtos agrícolas consumidos no mundo! Hoje a exportação de produtos provenientes do agronegócio correspondem a 20% do PIB-Produto Interno Bruto do país.
O Brasil está apenas atrás dos Estados Unidos em exportação de produtos agrícolas.( http://www.agroinvestbrasil.com.br/agronegocio-brasil )
Aí fica a grande diferença; enquanto os Estados Unidos está em 14° lugar na renda per capita o Brasil está no fim da lista com a 54ª posição. Nem estamos falando do Canadá, 9° colocado e da Austrália em 6ª colocação da distribuição de renda. Fica emblemática com essa diferença de que algo está sendo feito de errado na condução da economia e administração do Brasil quando vemos países com idades semelhantes estarem tão a nossa frente no desenvolvimento em geral. Então a grande dúvida é: O que está sendo feito de errado?
A resposta é simples e direta; Continuamos a ser um país colonial que não se desenvolveu pois tem uma política errada de desenvolvimento. Continuamos a nos comportar como a 5 0u 6 séculos atrás quando outros países vinham aqui para buscar açúcar, madeira, café, etc, etc. Nós continuamos a investir na produção e exportação de produtos "in natura" esquecendo que o valor agregado a esses produtos iria ser multiplicado se antes de serem exportados fossem devidamente processados e transformados, agregando valor comercial e proporcionando a industrialização de primeira linha dessa produção. Como exemplo basta ver que países como a Bélgica, França e Suíça atualmente são os maiores produtores de chocolates no mundo, no entanto não possuem nem um único pé de cacau em seu território. Outro exemplo, países como a Alemanha e o próprio Estados Unidos são os maiores fabricantes de veículos, mas a matéria prima como o ferro-aço, borracha, para essa produção não é deles.
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| Mapa dos países desenvolvidos |
Dessa forma chega-se a conclusão de que estamos no caminho errado. Investir para alimentar o mundo é uma boa opção para o mundo, mas não para o Brasil. Isso interessa a grandes fazendeiros, pecuaristas e donos de terras. Continuamos dessa forma a ser um latifúndio. Enquanto exaurimos nossos recursos naturais para termos o status de "celeiro do mundo" outros países vão muito melhor, obrigado! Já passou da hora de o Brasil se firmar como transformador e não apenas uma grande fazenda com serventia de enriquecer outros mais espertos e ladinos..
O agronegócio pode sim ser uma das maiores fontes de riqueza do nosso país, mas contanto que não seja a atividade fim. Se ela tiver sua importância recolocada como atividade meio, a produtividade poderá aumentar e alavancar a transformação da qual o país tanto precisa para ser verdadeiramente desenvolvido.Não precisamos mais expandir nossas fronteiras agrícolas que tanto mal fazem ao meio ambiente. Precisamos sim de repensar de que forma estamos super utilizando o que nós já temos.
O desenvolvimento se produz com conhecimento e tecnologia de forma que a tal "saída pelo campo" propagandeada por sucessivos governos no Brasil, não nos torne um mero produtor de grãos para outras nações. A tão falada exportação das commodities já provou não ser tão eficaz e boa quando se alardeava a anos atrás. Melhor agregar valor a esses produtos vendendo-os já processados e manufaturados e com isso produzir empregos e muito mais riqueza no Brasil, seja ela comercial, intelectual ou tecnológica. Da forma como está o Brasil continuará a ser uma colônia onde outros vem aqui para plantar e colher e com isso continuaremos sendo indefinidamente um país em desenvolvimento. Ciência e tecnologia; se para países sem recursos como Japão, Noruega, Suíça e Estados Unidos entre outros deu certo porque não haveria de dar certo por aqui. Basta deixar de ser um país colonial.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Nós e Eles
Muitos países como o Brasil tem política partidária plural e múltipla. Mas, na maioria esmagadora, esse pluripartidarismo acaba sendo polarizado entre dois partidos. Independente do país, sempre ocorre essa polarização entre um partido oposicionista ao regime instituído e o partido situacionista que momentaneamente detêm o poder político adquirido. Dessa forma, através das tão faladas coligações, muitos partidos políticos servem na sua realidade a seus dirigentes e alguns poucos correligionários transformados em moedas de negociação política e eleitoral, principalmente na época que antecede as eleições.
Então, para que existir tantos partidos políticos se quando é para que quando mais se precisa de seu posicionamento e de suas ideologias, justo então eles acabam se aliando a outros partidos, muitas vezes dos quais foram originalmente oriundos e formados? Fazer dois blocos distintos dos 32 partidos políticos existentes oficialmente é realmente uma tarefa hercúlea, visto que ao menos no papel suas ideologias são conflitantes.
O que falar então dos 21 partidos políticos que estão em processo de regularização, colhendo assinaturas e documentos para seu registro oficial? Nesse bloco se vêem coisas bizarras como Partido da Organização da Vanguarda Operacional (POVO) ou então Partido da Construção Imperial (PCI) ou ainda, Partido Pirata (PIRATAS) e Libertários (LIBER). Algumas dessas agremiações são verdadeiras piadas nos seus estatutos, nem merecendo registro ou citação. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_no_Brasil)
Por que estou citando esses exemplos? Para demonstrar a que ponto estamos nos desviando da verdadeira democracia representativa e necessária para um país republicano como o Brasil. Enquanto se perde tempo com discussões inúteis e estéreis, as verdadeiras políticas públicas vão ficando relegadas a segundo plano. Basta citar que o Brasil está perdendo credibilidade no panorama mundial por deficiências de infraestrutura básica como energia elétrica e saneamento básico.
Por que então existe a divisão entre "nós e eles", tão comum em todos os debates políticos que acontecem pelo país?
Porque as políticas discutidas entre os dois lados conflitantes na esmagadora maioria das vezes não são políticas públicas ou políticas de governo, mas políticas partidárias. Essas políticas partidárias pouco interessam ou agregam às reais necessidades do país, produzindo um afastamento ainda maior entre "nós e eles"! O grande erro que repetidamente acontece no Brasil é confundir partido político com governo. Quando se é eleito, não se governa ou fiscaliza para ou pelo partido, mas sim por uma cidade, estado ou país! Quando um partido se imiscui dentro de políticas governamentais com certeza produzirá um buraco ainda maior na possibilidade das políticas convergirem em direção a um bem comum.
Atualmente as passeatas estão a segregar e separar amigos, irmãos, vizinhos e até familiares pelo simples motivo da separação partidária. Quando se emite alguma nota de repúdio a uma ação do governo imediatamente se fala que é golpismo. Da mesma forma, que quando se emite uma nota a favor do governo, a pecha de ladrão e corrupto logo vem à tona. Lamento informar, mas ser contra o governo não significa golpismo, apenas insatisfação com os rumos e decisões tomadas pelo governo. Também ser a favor do governo não transforma todos automaticamente em um corrupto ou desonesto.
A capacidade de discernimento anda em falta entre nossa população quando não sabemos separar profissionalismo e paixão. Um país deve ser administrado com competência e profissionalismo, mas nunca com paixão. Paixão podemos reservar para jogos de futebol ou outro esporte qualquer! Política pública e administrativa é um tema muito mais sério do que ficar 90 minutos dentro de um estádio vibrando.
Antes de sermos "nós e eles", somos todos brasileiros! Isso sim, deve ser defendido com paixão. Nunca esquecer de que ser patriota não é ser partidário, mas sim querer de forma legal e regrada fazer um país crescer justamente. Justiça patriótica é quando colocamos o país acima de disputas partidárias. Patriotismo é quando todos temos como bem comum nosso país deixando de lado fanatismos desnecessários que servem apenas para emponderamento de alguns indivíduos que são completamente desnecessários para a coletividade. Pense nisso antes de ofender seu amigo ou seu irmão apenas por uma opinião política partidária incipiente e imatura. A política sempre deve passar, mas as verdadeiras boas ações ficam para sempre! Afinal, o Brasil é muito maior que apenas um partido político!!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Para Que Servem os Políticos?
É histórica a origem dos políticos no mundo. Durante séculos, desde a Roma antiga e a Grécia existem pessoas escolhidas como representantes de uma região ou população. Com o gradual aumento de habitantes sobre a terra, é normal em uma sociedade civilizada nomear dignos representantes para serem os porta-vozes das necessidades de todos.
Com o passar dos tempos muita coisa mudou. Principalmente quanto a representatividade. Atualmente a enorme maioria da classe política não representa mais ninguém além de apenas seus próprios interesses..
Para falar especificamente do nosso Brasil, vemos quase que diariamente nas mídias os péssimos exemplos dados pelos atuais políticos de plantão. A primeira demanda a ser atendida é resolver sua vida financeira particular. Depois homenagear amigos e conhecidos com nomes de ruas e praças. Mais adiante vemos "justas homenagens" para afilhados ou apadrinhados políticos partidários, e por aí vai a bandalheira.
Tem político politiqueiro querendo extinguir o ensino da língua inglesa, outro homenageia ditadores criminosos de outros países com nomes de escola, outro ainda propõe que "exércitos" de baderneiros defendam com uma verdadeira guerra seus interesses pessoais. Outro ainda pior nomeia criminosos para seus gabinete e permite o roubo e dilapidação dos bens públicos para se locupletar. Tem aquele que utiliza a máquina pública para corromper outros políticos aumentando o time dos bandidos representativos. Tem muito mais mas a lista seria muito grande.
As classes legislativa e executiva e também porque não dizer a judiciária, esqueceram-se, de forma proposital, quais as suas principais obrigações e deveres. Primeiro cumpre dizer que político é funcionário público e dessa forma é obrigado a trabalhar para e pelo público.
Segundo; o político eleito pela população nunca deve legislar em causa própria, pois ele está na atual situação apenas para representar temporariamente aqueles que o elegeram. Resumindo ele é o porta-voz da população.
Terceiro; ele não é político, ele está político, pois não existe a profissão de político ou pelo menos assim deveria ser visto que todo político tem um mandato de 4 ou 8 anos e findo esse tempo acabou sua atuação.
É o tipo de trabalho que se sabe de antemão o tempo de validade para que sempre haja renovação nas propostas da comunidade.
Atualmente temos representantes analfabetos, criminosos, processados, incompetentes e desnecessários nos representando. Infeliz de um povo que não sabe eleger seus representantes.
A moda vigente é retirar nomes de figuras históricas e importantes de monumentos, construções e logradouros para substituir por nomes de políticos partidários inúteis ou ideologicamente alinhados.
Outro péssimo costume é se achar "deus" e elaborar projetos de lei que seguem na contramão da Constituição Federal achando que com isso entrarão para a história. Claro que serão lembrados, mas pela incompetência!
O despreparo ou incompetência da grande maioria dos atuais legisladores fica evidente quando abrem a boca para falar de assunto que não dominam. Nesse caso quase todo tipo de assunto, pois não dominam quase nada sendo a cultura, informação e conhecimento palavras desconhecidas a maioria dos eleitos na atualidade.
O desencanto com a classe política não é novidade, mas que fique bem claro, é de inteira responsabilidade de quem os elegeu! Levante a mão o cidadão que cobrou e exigiu que o seu eleito atitudes corretas e representativas. Não adianta reclamar pelas esquinas enquanto a bandalheira continua. A cada 4 anos toda uma população tem chance de mudar o atual cenário de desolação apresentado, mas sistematicamente repete no erro reelegendo os mesmos inúteis de sempre.
Tenho um pensamento sobre o tema, comparando com a preparação de um bolo. Se você não mudar os ingredientes que irão se transformar num bolo, como você quer que o bolo seja diferente. Se o bolo é ruim, mude e faça outra receita.
Da forma com que o povo brasileiro continua a fazer bolo ruim com péssimos ingredientes logo estaremos intoxicados e envenenados.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
O Conto de Uma Cidade Triste
Os dias passam, alguns rápidos outros mais devagar, assim como os meses e os anos de forma impiedosa na cidade.
As pessoas vem e vão, todas com seus afazeres, suas responsabilidades, algumas maiores outras menores, mas sempre importantes.
O tempo passa na minha cidade triste, que teima em parecer alegre e sorridente, principalmente quando sobre ela não se abate uma chuva forte, um vento instigante ou uma tempestade passageira. A alegria é passageira quando muitas pessoas alegres de outras cidades vem visitar a cidade triste. Mas logo ela volta a se entristecer. As tempestades acontecem de tempos em tempos na minha cidade triste. Elas são climáticas, emocionais e estruturais, mas de qualquer forma que sejam afetam a vida de todos. Alguns nem notam pois são alienados de tudo mesmo, percebendo apenas suas demandas pessoais, interiores e mesquinhas. Outros se comovem e condoem com as inúmeras tempestades que vão se repetindo com cada vez mais intensidade e gravidade na minha cidade triste.
Esses condoídos logo se tornam empedernidos também, pois a tristeza que impera lentamente endurece a alma de todos tornando a cidade triste ainda mais abatida.
Cidades também entristecem. Elas também se alegram. Existem cidades que começam tristes e com o passar dos anos ficam cada vez mais alegres. Outras ao inverso, começam alegres e sob o peso da rotina e apatia tornam-se taciturnas e melancólicas.
Oportunidades são iguais para todas as cidades, sejam tristes ou alegres. O que muda uma cidade triste ou alegre são as pessoas. Pessoas são as cidades. Uma cidade sem pessoas não é cidade é uma construção!
Triste de uma cidade triste que não aproveita as pessoas alegres que tem para torná-la alegre. A perpetuação da tristeza é uma opção, da mesma forma que a alegria.
Tornar a tristeza de uma cidade indefinida pode ser sinal de alguma doença; quiça doença da alma pois quem é triste sempre quer esta tristeza como companhia.
A alegria também é contagiosa mas para sobreviver precisa ser alimentada todos os dias, assim como uma linda flor no jardim.
Como toda escolha a minha cidade triste está fazendo a sua, e eu, como muitos outros alegres, estamos cada vez mais longe da cidade triste. Não fisicamente, mas tristeza não combina com alegria e este deslocamento da alma nos impede de uma aproximação. Logo não haverá mais escolha entre a tristeza e alegria, pois o tempo corre célere avante. Qual é a tua escolha? Eu já fiz a minha. Você quer uma cidade triste?
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
O Que Acontece Com Nossa Indignação?
O ser humano é uma máquina quase perfeita. Até hoje apesar de contarmos com toda tecnologia de ponta, nada ainda consegue superar o ser humano nas suas mais diversas habilidades.
O que surpreende também é a capacidade do ser humano a adaptar-se as mais diversas situações e circunstâncias. Está provado por diversos estudos que o corpo humano, seja fisicamente ou mentalmente, com o passar do tempo, quando se é exposto a repetidas ações externas lentamente vai se adaptando a elas e passa a tolerá-las de modo que isso não incomoda mais, fazendo então parte do cotidiano.
Essa fantástica capacidade de adaptação é muito oportuna nas mais diversas situações mas também leva o indivíduo a uma certa indiferença com os acontecimentos repetitivos que o rodeiam. Essa é a minha pergunta. Será que isso é bom? Dessa forma não nos tornamos uma parte de um grande todo, aceitando a tudo de forma tão natural e sem contestação?
Nossa indignação e capacidade de distinguir o certo do errado está sendo afetada. Estamos perdendo a vontade e capacidade de termos ideias diferentes e opiniões contraditórias a muitas coisas que nos rodeiam. Basta ver as muitas faces da violência a que estamos expostos. A violência física, a violência moral, a intelectual, enfim a todo tipo de cerceamento de liberdade de podermos nos desenvolver como seres humanos em constante aprimoramento.
A evolução do ser humano não se deu pela sua passividade. Os mais fortes, física ou intelectualmente, ou ainda os com melhor capacidade de adaptação ao meio em que viviam, sempre tiveram prioridade no seu crescimento. Os mais fracos acabam por sucumbir perante quando algo se opõe a ele. Da forma atual vemos a gradual perda da capacidade de manifestação e indignação. Pessoas passivas e sem vontade própria sendo remotamente guiadas por maus exemplos de forma a aceitar tudo que se apresenta de errado pela frente. Isso acontece pela repetição de maus exemplos ou medo de ter uma palavra dissonante, agravado pela possível segregação da maioria contaminada. Fazer parte de um grande grupo que toma decisões erradas não significa estar fazendo o certo. Nem sempre a maioria está correta. Nos modelos atuais está provado que a maioria está sempre errada!
Questionar e se opor ao que está posto é saudável e necessário para o bom desenvolvimento de uma sociedade. Todas as unanimidades são burras, já dizia o poeta Nelson Rodrigues. Dessa forma vejo com grande pesar a perda da capacidade de indignação contra os desmandos que se apresentam todos os dias na nossa sociedade. Aceitar o errado é fácil! Quero ver você ser um bom exemplo do certo mesmo sendo contra muitos dos teus conhecidos e contra toda a avalache de atrocidades que são cometidas por nossos governantes e formadores de opinião. Lembre-se que uma mentira NUNCA vai se tornar uma verdade, mesmo que seja repetida mil vezes!
Tenha tua capacidade de pensar e se posicionar sempre ativa e atuante. Não aceite tudo bovinamente como a sociedade quer de você. Uma sociedade sem contestações é uma sociedade decadente, onde em geral maus líderes tomam conta pela ausência de posicionamento dos bons. Não perca nunca tua capacidade de indignação e oposição! Sem isso ficaremos eternamente na minoria que será fatalmente esmagada pelos maus exemplos. O progresso e desenvolvimento de uma nação depende de bons exemplos e bons cidadãos. Depende de você que ainda tem receio de ser feliz.
Seja feliz sendo correto e se indignando contra tudo que se apresenta de errado. Logo você terá mais bons ao teu lado.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
O Que Aprendemos Com as Eleições
Mais uma eleição está no fim! A pergunta que não quer calar: O que o povo brasileiro aprendeu com as eleições?
Pouco, muito pouco. Sabe porque? Porque o brasileiro é um povo acomodado. Prefere não polemizar, não se posicionar. É mais fácil aceitar o que aparece pela frente do que buscar soluções ou melhores opções.
O processo eleitoral no Brasil não é favorável a mudanças também. Não tem a devida transparência e pelo grande desinteresse da população pela política em geral criou um sistema viciado e pouco confiável, aumentando ainda mais o desinteresse pelas questões políticas no país.
Basta ver que as novas gerações que entram no processo eleitoral acabam por ridicularizar partidos políticos ou os seus integrantes como um todo.
A cada ano vem caindo o número de jovens eleitores entre 16 e 18 anos, segundo dados do IBGE, e entre esses, apenas 40 % se apresentam para votar, já que nessa faixa etária não existe a obrigatoriedade de comparecer as urnas no dia de eleição. Atualmente o país possui 1.638.751 jovens aptos a votar (1,15% do total de eleitores) . A quatro anos atrás este número era de 2.391.353 (1,76% do total).
O processo eleitoral brasileiro continua capengando e iludindo os cidadãos que acreditam que vivemos uma democracia. Democracia de verdade é praticada quando todo o processo é transparente e claro. Atualmente é proibido fazer "boca de urna", mas todos fazem; é proibido jogar material eleitoral nas ruas, mas todos fazem; é proibido tirar fotografias na hora de votar, mas muitos fazem, é até obrigatório o voto; mas entre votos nulos, brancos e abstenções o índice supera os 25% de eleitores. Ou seja, qualquer que seja o resultado de uma eleição, mais de 1/4 da população nem votou!!
Quais as punições cabíveis? Nas leis, diversas, na prática nenhuma, seguindo a linha de ação da lei da Ficha Limpa, onde muitos candidatos estão enquadrados mas quase nenhum é punido!
Tanta lei sem serventia e ainda temos que conviver com a nefasta obrigatoriedade do voto! Vota-se no menos pior e não no melhor. As opções não satisfazem ao eleitor pois este mesmo eleitor quando se vê na frente de novidades e melhores posicionamentos, acaba voltando atrás e repetindo os erros elegendo figuras públicas tradicionais e repetitivas.
As tradições de famílias de políticos no Brasil se perpetuam em todos os níveis. As novidades bizarras como cantores, comediantes, palhaços e demais opções de candidaturas tornam-se motivo de piada de mau gosto, induzindo um suposto "voto de protesto"! Protesto sim, onde quem sai enganado é o cidadão de bem que quer um país melhor e mais justo.
Não é possível haver seriedade nas eleições de um país onde um palhaço é o deputado mais votado no Brasil e onde corruptos, cassados, fichas sujas, ladrões do dinheiro público e da dignidade de um povo sejam reeleitos através do voto.
O que acontece com a mente do eleitor? Porque ele age dessa forma ? Primeiro ridiculariza e se indigna contra os malfeitores e criminosos que frequentam as páginas policiais, para logo a seguir votar neles como seus representantes. Realmente não existe mais dignidade no processo político nacional.
A falta de propostas concretas e trabalho político realizado acabam por direcionar votos aos candidatos mais conhecidos e com nomes famosos. Dessa forma nossa democracia vem travestida de oligarquia onde os seletos grupos que detém o poder a décadas vem se revezando de forma sistematizada, garantindo a perpetuação de uma política que pouco tem a acrescentar as necessidades cada vez maiores da sociedade. Não há modernização nem nos nomes nem nas atitudes. Sente-se um cheiro de estagnação no ar por conta da baixa politização da população, decorrente do baixo nível de informação e interesse nas questões politicas.
A política virou sinônimo de roubalheira e corrupção! Ouvi isso nesta semana que passou por ocasião de palestras que proferi em algumas escolas da nossa cidade. É triste ouvir de uma geração que mal se alfabetizou, palavras tão duras e que saem com tanta naturalidade de bocas que num futuro próximo serão a continuidade do nosso país.
A falta de pudores dessa geração em externar o lastimável estado da nossa política não deve ser levado como o fim do caminho, mas sim como uma breve pausa para que repensemos o que estamos deixando de herança para nossos filhos e os filhos deles mais além. A pouca informação política para as novas gerações induz a que acreditem que um Presidente no longínquo Palácio do Planalto tem mais importância do que um Vereador, sendo que este nas suas atitudes ou falta delas influenciará diretamente o seu dia a dia.
Urgente se faz que reaprendamos o verdadeiro sentido de uma eleição democrática onde tanto o eleitor quanto o eleito tenham suas responsabilidades compartilhadas esquecendo apenas por um pequeno tempo que quando alguém ganha uma eleição, todos devem ganhar junto. E quanto alguém perde, todos serão atingidos por esta mesma perda.
Eleição não deve nunca ser uma guerra, mas sim um exercício de desapego e trabalho conjunto onde quem for eleito não detém a única verdade, mas compartilha a verdade de todos que nele depositaram sua confiança.
Tenho a esperança que logo a cidadania se sobreponha s interesses corporativos e o desejo de fazer o certo tenha prioridade a prática de beneficiar apenas alguns privilegiados. Essa deve ser a lição aprendida das eleições e das urnas.
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