terça-feira, 15 de setembro de 2015

Quem Nos Representa? Os Políticos?

Quem nos representa?


Manifestações populares, passeatas, conflitos e confrontos diretos estão se tornando comuns nas nossas ruas e cidades. Após muito tempo de calmaria, as pessoas que vivem principalmente nas cidades ou localidades com maior concentração urbana estão novamente a despertar para as questões sociais que afetam a todos indiscriminadamente.
Nessas ocasiões, reclama-se de quase tudo: tarifas de transporte urbano, serviços de coleta de lixo, aumento do preço dos combustíveis, reajuste do IPTU,  saúde pública precária, criminalidade que só aumenta, e principalmente de inúmeras denúncias de corrupção, desvios de verbas públicas e peculato.
A crescente inércia do estado em resolver as mais básicas necessidades públicas está refletida nas manifestações que se espalham pelo Brasil e pelo mundo. Não vamos ter a pretensão de que a incompetência gerencial do estado é prerrogativa brasileira.

O mundo todo sofre com a grave questão da falta de representatividade e no Brasil essa questão é ainda pior.
Temos Presidente e todos os Ministérios e Secretarias Federais, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Governos Estaduais com Secretarias, Deputados Estaduais, Prefeituras, Secretarias Municipais e ainda os Vereadores. Para que serve tudo isso? Deveria ser para representar e defender os interesses comuns de todos os cidadãos, mas na prática não é isso que acontece. Vemos a leniência e preguiça de quase a totalidade de autoridades empossadas, juntamente com o Poder Judiciário, assistindo ao caos se estabelecendo e nenhuma ação concreta sendo tomada.

Afinal quem nos representa?  Presidente? Senadores, Deputados, Vereadores?  Digo tranquilamente que eles pouco ou nada tem feito pelo povo que os elegeu!  A sequência de nomes conhecidos que se repetem no cenário político brasileiro é cansativa. Reeleições a perder de vista, culminando com absurdos de deputados há mais de 30 anos legislando sem efetividade ou então de ex-presidentes voltando a cargos legislativos! Você já viu algum ex-presidente norte-americano voltar a se deputado? Você já viu algum primeiro ministro inglês voltar para a Câmara dos Comuns?  Não, isso só acontece no Brasil, onde quem não tem capacidade de administrar a máquina pública se perpetua em cargos eletivos motivados pela ignorância e cumplicidade de cidadãos eleitores desmotivados ou corrompidos. Sim, a maior culpa desses absurdos acontece pela incapacidade de escolha que temos dos nossos representantes.

Votar em fichas sujas conhecidos e notórios, legisladores que já tiveram a chance de mudar e nada fizeram, reeleger incompetentes e corruptos é responsabilidade nossa.  A maior expressão política que existe na nossa democracia é o vereador. Isso ocorre porque a vida acontece de verdade nas cidades. Não é nas Assembleias Legislativas Estaduais nas capitais ou então no Congresso Nacional no planalto central. É nas cidades que aparecem as demandas mais importantes para o povo. Cada cidade tem suas necessidades específicas  e para isso precisa de ações e leis locais eficientes. Nossos vereadores têm por obrigação representar as vontades comuns das cidades, mas infelizmente, na grande maioria, legislam juntamente com prefeitos com a finalidade de estarem encostados no poder e dele se alimentando. O verdadeiro poder emana do povo que elege seus representantes. Então quem de verdade nos representa?

Tem se visto um distanciamento cada vez maior entre o povo e os eleitos. Poucas vezes algum eleito fala a mesma linguagem de quem o elegeu. Precisamos politizar nossa população para diminuir esse abismo de ideias entre que governa e quem elege. Participar de todas as formas, seja comparecendo a sessões legislativas, participando de audiências públicas, cobrando ações em manifestações, redes sociais, enfim toda a forma de cobrança é válida para que quem deveria nos representar veja que algo está defasado na sua representatividade. Cidadãos conscientes, legisladores e governantes corretos em sintonia com as demandas da sociedade é tudo que queremos, é a chave do sucesso.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O Que Acontece Com a Humanidade?

   
Nada mais chocante do que perceber na imagem acima a inocência perdida e uma vida que se vai inutilmente.
Passam dias, meses, anos e as cenas repetem-se. Uma vez na Itália, outra vez na França e outra ainda na Alemanha ou Áustria.

     Esquecemos que essas mesmas tristes cenas repetem-se ao longo de décadas e até séculos quando da ocorrência de guerras civis, mundiais ou apenas conflitos ditatoriais, étnicos ou culturais aconteceram em muitos países no mundo. A bola da vez são países do norte da África como Sudão, Chade, Líbia ou Somália. Não esquecendo a Síria no Oriente médio entre outros.

     A humanidade se perde entre conflitos tribais, ideologias e disputas territoriais e de poder. O ser humano nesse jogo de interesses nada mais é do que moeda de troca ou barganha, de forma a pressionar entidades de direitos humanos e outros países a aceitarem suas imposições ideológicas. O povo quer apenas viver! O povo não está preocupado com quem manda ou acha que manda. O povo quer apenas paz!
     Essa paz tão distante das mentes doentias que acreditam que através da força e do subjugamento de seres humanos se consegue a aprovação de vontades políticas ou religiosas.

     O fenômeno da imigração não é recente. A própria humanidade se espalhou pelo mundo após o surgimento dos primeiros homídios no Continente Africano. Agora a repetição ocorre por motivos muito menos nobres do que a simples evolução. A imigração agora acontece por simples sobrevivência.
     Quantos de nós nem teríamos nascido se não houvesse a imigração e consequente aceitação de algum país para nossos pais. O Brasil é por excelência um país de imigrantes, sejam eles italianos, japoneses, alemães, árabes ou africanos. Agora com um arroubo de patriotismo muitos países recusam-se a receber imigrantes apenas pela cor de pele diferente ou religião. Aceitar o ser humano como ele é pode ser considerado uma prova de sapiência, afinal somos todos seres de uma só espécie, a espécie humana!

     Muito difícil uma sociedade moderna e dinâmica estender a mão a refugiados ou imigrantes ilegais. Afinal quem é que quer perder seu conforto material? E como fica a solidariedade? Você já se colocou no lugar de algum desses refugiados "invasores"? Como você sentiria se a tua família fosse morta e tudo pelo qual sempre lutou te fosse tomado de uma hora para outra? Você já pelo menos conversou com algum imigrante de outro país para tentar entendê-lo?

     Faça sua parte. Solidariedade é uma mão de duas vias. Trate bem a todos indistintamente. Pode ser que um dia  o imigrante ilegal ou refugiado seja você. Lembre-se que teus ancestrais também foram imigrantes. Estenda a mão!

CINCO BRECHAS PARA A CORRUPÇÃO NAS PREFEITURAS



·    
   *  FISCALIZAÇÃO PRECÁRIA
Contas e contratos das prefeituras não tem praticamente nenhum controle externo.
Fora São Paulo e Rio de Janeiro, os únicos municípios que contam com tribunal de contas próprio, todos os demais municípios são fiscalizados por Tribunais Estaduais, na proporção de 27 tribunais para 5.568 prefeituras.

·        * DESVIOS PEQUENOS
Como a maior parte das prefeituras tem orçamento baixo, o volume de dinheiro desviado também é reduzido. São vazamentos gota a gota que são menos perceptíveis
do que os grandes desfalques.

·     *    SERVIDORES DESPREPARADOS
Os desvios mais comuns em prefeituras são por meio de fraudes em licitações. Funcionários mais bem preparados poderiam ajudar a evitar elaborando concorrências mais transparentes e tecnicamente perfeitas. Boa parte dos funcionários atualmente desconhecem os procedimentos básicos necessários para posteriormente prestarem contas à sociedade e aos Tribunais de Contas.

·      *   DINHEIRO MENOS VIGIADO
Em média dois terços das receitas dos pequenos municípios vem dos estado e  da União, o que significa que o dinheiro proveniente dos impostos municipais tem pouco peso no orçamento das prefeituras. Quando os recursos são externos de fonte não conhecida pelo público e não dos impostos locais, a vigilâncias obre a sua fonte e destinação diminui muito.

·       *  COMPADRIO
Sete em cada dez cidades brasileiras não tem 20.000 habitantes. Com isso a proximidade e amizade entre funcionários públicos corruptos e autoridades que deveriam fiscaliza-los, como vereadores juízes e promotores podem afrouxar a fiscalização fazendo vistas grossas aos desvios.

                                                         Compilado e adaptado-Revista Veja-set/2015


Tudo isso acontece na grande maioria das cidades do Brasil. Até quando vamos continuar complacentes e coniventes??

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Jeitinho Brasileiro


             Já não é de hoje que se fala tanto na capacidade do povo brasileiro de se adaptar às adversidades e superar dificuldades que aparecem diariamente para muitos. Também muito é falado sobre a alegria e espontaneidade que o brasileiro apresenta, tanto em terras pátrias quanto em visitas a outros países.
 Muito se fala sobre o Brasil ser "abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza"!  Será??

              Resumindo; quem ouve tudo isso acredita piamente que nosso país o Brasil é realmente um paraíso na terra onde todos gostariam de viver, pois como diz a música: " em fevereiro, tem carnaval, tenho um fusca e um violão, meu time é Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza, mas que beleza..."
               Somado a tudo isso é colocado a todos a capacidade dos brasileiros em resolver seus problemas através do famoso "jeitinho brasileiro"! Mas afinal o que é o "jeitinho"? Segundo definição contida em léxico brasileiro, é o diminuitivo de jeito, ou seja; "capacidade de ter seus defeitos ou falhas, corrigidas, emendas, arranjos, ...", tudo isso na sua forma pequena pois está seguida do sufixo "inho" ! Lamentavelmente se interpretarmos com correção o que está posto veremos que jeito ou jeitinho, não é a solução definitiva, é apenas paliativa, de forma a empurrar a raiz do problema mais a frente deixando de dar a devida importância à questão.

                Secularmente o Brasil vive na base do "jeitinho". Desde o seu descobrimento, nosso país foi sendo arranjado de forma tosca e na base do improviso quando os primeiros a colonizarem nossa terra eram em sua grande maioria degredados ou desterrados dos seus países de origem. Sintetizando isso podemos afirmar que salvo exceções, os primeiros que por aqui chegaram e tinham a função de construir um novo país, não eram pessoas adequadas pois tinham sido expulsas dos seus países originais por não satisfazerem ou não conseguirem  realizar as suas obrigações como cidadãos. Assim se formou o povo brasileiro, conhecido por sua malemolência e felicidade tão propalados aos quatro ventos.

                 Isso tudo tem um preço! O preço de se fazer remendos e jeitinhos é bem mais alto do que fazer tudo novo e bem feito. Que realiza consertos e emendas o tempo todo não pode querer um desempenho igual ao novo. Pagamos um preço alto para fingir que o brasileiro é querido em todos lugares, usando a música como o samba (que não é nossa) e o esporte mais famoso no país, o futebol (que também não é nosso) como cartões de visita para a nossa alegria. Em tempo, o samba tem origens africanas e o futebol é um esporte bretão da conhecida Inglaterra. 

                  O "jeitinho brasileiro" se incorpora no nosso dia a dia em atividades corriqueiras como não respeitar as leis e nem o respeitar o próximo. Basta ver que a grande maioria dos brasileiros acha as leis injustas e não as cumpre por não concordar com elas ou por simples desconhecimento. Muitas dessas leis são mesmo ultrapassadas ou conflitantes, mas isso é consequência do famoso jeitinho, quando ao invés de elaborarmos um código de leis único e verdadeiramente brasileiro, apenas copiamos e recortamos leis de outros países como Portugal, Itália, Inglaterra e Grécia, produzindo uma colcha de retalhos difícil de interpretar! Claro que isso daria mais trabalho, mas podemos dar um jeitinho, né?!?!

                  Não basta dar um jeitinho!! O Brasil chega aos dias de hoje de forma capenga pois nunca resolveu definitivamente suas demandas e problemas. Ações paliativas e emergenciais servem apenas por pouco tempo, logo o problema inicial se reapresenta, e muitas vezes de forma ainda mais contundente. Basta de jeitinhos!!! Precisamos de soluções!!  O tempo não para e o mundo também não, seja encarando problemas econômicos, sociais, administrativos ou estruturais. O Brasil nada evoluiu nos seus pouco mais de 500 anos de história, e ainda repetimos o modelo econômico e social existente desde o início da exploração em nosso solo. Continuamos a ser um país fornecedor de matérias primas (commodities) como carne, minério de ferro, açúcar, soja, etc na sua forma bruta e esquecemos de valorizar nossos produtos com manufatura adequada de forma a produzir tecnologia e riqueza para nossa gente.

                     Estamos perdendo o bonde da história ha séculos enquanto países muito menores e com menos recursos naturais como o Japão, a Coreia do Sul, a Alemanha entre tantos outros são campeões na produção de produtos que utilizam nossas matérias primas. Nesses países não existe jeitinho! Pelas adversidades que passaram, precisaram manterem-se focados na qualidade e produtividade de forma a garantir sua sobrevivência. O fato é que o nosso tão enaltecido jeitinho acaba por nos tragar num oceano da incompetência, incapacidade e corrupção. Basta de jeitinhos!! Basta de remendos!! Basta de faz de conta!! Queremos um Brasil melhor para todos de forma correta e alegria e espontaneidade verdadeiras!!


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Seguir a Vida para Seguir Feliz


Todo ser humano tem momento de decisão na sua vida. Para isso basta parar e analisar a situação com calma para poder decidir corretamente.
Afinal qual a grande essência de vivermos nesse mundo e qual a nossa verdadeira missão?

Talvez passemos a vida inteira  tentando descobrir e nunca cheguemos a uma conclusão definitiva. De qualquer modo sempre é bom refletir sobre o tema para não termos arrependimentos definitivos no futuro.

Tomei uma decisão radical. Não a mais radical que já havia tomado pois essa já fiz a muito tempo! Falo de uma decisão onde colocamos o que de fato vale apena lutar por e o que é melhor deixar de lado. Decidi deixar de lado a vida pública que tanto me atraia anteriormente com o objetivo de poder ajudar com conhecimentos e experiência um sonhador projeto de políticas públicas na minha cidade de Barra Velha-SC.
Todos temos sonhos e um dos meus era ver a minha pequena cidade com pouco menos de 30.000 habitantes sendo um exemplo de prosperidade e bom trato com as necessidades do seu povo. Doce ilusão!! Descobri a duras penas que este mesmo povo que tanto sofre com injustiças e falta de cuidado gosta mesmo é de sofrer. Tudo faz para deixar as coisas como estão preferindo o conforto da mesmice à correção dos atos. Nem sempre é só apatia, as vezes é premeditação mesmo.

Passo a lamentar cada vez menos pois descobri tardiamente que que o ser humano é assim mesmo; apático e acomodado e principalmente indiferente.
Defeito? Virtude? Tanto faz afinal não há um que não possa se tornar noutro.


Uma das motivações que tive desde o início de importante decisão de tentar mudar o mundo foi acreditar que a humanidade quer mudar.  Balela, está provado historicamente que perpetuar o que está posto dá menos trabalho. Nem ao menos querem mudar a si mesmos. Porque abraçariam uma mudança generalizada.
Dessa forma dois caminhos existem para serem trilhados. O primeiro é o caminho da manada onde todos continuam no mesmo rumo, esteja ele certo ou errado. O segundo é o da mudança interior de cada individuo onde ele acredita e segue realmente as mudanças que precisam ser feitas. Esse sim é um caminho bom, infelizmente dá bastante trabalho percorrê-lo. Após escolhido o caminho é necessário saber se a mudança interior motivará a mudança de direção de uma manada!

Já dizia José Saramago numa citação que considero lema: " O convencimento é uma forma de doutrinação e dessa forma é tão prejudicial quanto nenhuma doutrinação"! As mudanças devem por forma maior prevalecer dentro dos indivíduos. Se ela não for espontânea terá a mesma eficácia de uma chuva em alto mar.
Desta forma o caminho da felicidade passa pela própria felicidade onde não existirão convencimentos e nem cobranças.
Ser feliz não depende de fatores externos mas sim de paz de espírito e sensação de ter feito a coisa certa. Simples assim. Dessa forma vejo que sigo firme no meu caminho feliz onde tudo pelo que sempre lutei está certo apesar de não ser seguido nos meus passos. Felicidade é um sentimento egoísta onde cada um se regozija com o que lhe é importante. Dessa forma sigo feliz!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Como Deixar de Ser um País Colonial

Desde criança ouço a eterna afirmação de que o Brasil é um país em desenvolvimento! Antes disso, conversando com pessoas mais velhas e experientes, eles também repetiam esse mantra de que o nosso país é um país que está crescendo e no rumo do futuro. Com isso já se passaram mais de 100 anos e continuamos em crescimento?
Com poucos anos a mais do que o Brasil, os Estados Unidos já chegou lá a muito tempo, nem vamos falar sobre o Canadá e a Austrália, entre outros, que com a mesma idade cronológica alcançaram status de desenvolvidos a muito tempo sendo invejados pelos brasileiros.

Então o que é que nos difere tanto desses comparativos e nos impede de alcançarmos essa patamar que parece inatingível para o Brasil?
Chamou-me a atenção um recente artigo na revista Veja onde numa entrevista a atual Ministra da Agricultura  Kátia Abreu, declara em alto e bom tom que a solução do Brasil é pelo campo! Segundo ela a agricultura etá habituada a socorrer o país nas crises. Crises? Que crises? Nota-se o despreparo e clientelismo nas colocações infelizes da Ministra. O Brasil nunca teve problema de falta de alimentação, sendo um dos maiores produtores de alimentos no mundo! O Brasil não tem superpopulação, não tem grandes desastres naturais, não tem desnutrição nem epidemias que dizimem populações como outros países. E não tem grandes problemas além dos que são gerados por quem deveria administrar e solucionar positivamente a gestão do que se apresenta.

A grande falha do Brasil é ainda pensar como uma colônia. Continuamos a exercer um modelo econômico ultrapassado e centralizador focado apenas no agronegócio, exatamente como a séculos atrás. Basta ver que o Brasil tem como suas maiores receitas a exportação de grãos(soja, café, milho) fumo, açúcar, carne, madeira serrada, frango, entre outros. Dos dez principais produtos exportados, sete são provenientes do agronegócio, respondendo a 10% de todos produtos agrícolas consumidos no mundo! Hoje a exportação de produtos provenientes do agronegócio correspondem a 20% do PIB-Produto Interno Bruto do país.
O Brasil está apenas atrás dos Estados Unidos em exportação de produtos agrícolas.( http://www.agroinvestbrasil.com.br/agronegocio-brasil )

Aí fica a grande diferença; enquanto os Estados Unidos está em 14° lugar na renda per capita o Brasil está no fim da lista com a 54ª posição. Nem estamos falando do Canadá, 9° colocado e da Austrália em 6ª colocação da distribuição de renda. Fica emblemática com essa diferença de que algo está sendo feito de errado na condução da economia e administração do Brasil quando vemos países com idades semelhantes estarem tão a nossa frente no desenvolvimento em geral. Então a grande dúvida é: O que está sendo feito de errado?
A resposta é simples e direta; Continuamos a ser um país colonial que não se desenvolveu pois tem uma política errada de desenvolvimento. Continuamos a nos comportar como a 5 0u 6 séculos atrás quando outros países vinham aqui para buscar açúcar, madeira, café, etc, etc.  Nós continuamos a investir na produção e exportação de produtos "in natura" esquecendo que o valor agregado a esses produtos iria ser multiplicado se antes de serem exportados fossem devidamente processados e transformados, agregando valor comercial e proporcionando a industrialização de primeira linha dessa produção. Como exemplo basta ver que países como a Bélgica, França e Suíça atualmente são os maiores produtores de chocolates no mundo, no entanto não possuem nem um único pé de cacau em seu território. Outro exemplo, países como a Alemanha e o próprio Estados Unidos são os maiores fabricantes de veículos, mas a matéria prima como o ferro-aço, borracha,  para essa produção não é deles.
Mapa dos países desenvolvidos
O que mais chama a atenção da disparidade entre os países é que alguns deles, pequenos e sem grandes recursos naturais como o Brasil estão anos luz a nossa frente. A Noruega, o Japão e a própria Suiça encabeçam essa lista com renda per capita ao redor de US$ 100.000,00 enquanto o Brasil patina com rendimentos anuais na casa de US$ 12.000, praticamente 10 vezes menos!
Dessa forma chega-se a conclusão de que estamos no caminho errado. Investir para alimentar o mundo é uma boa opção para o mundo, mas não para o Brasil. Isso interessa a grandes fazendeiros, pecuaristas e donos de terras. Continuamos dessa forma a ser um latifúndio. Enquanto exaurimos nossos recursos naturais para termos o status de "celeiro do mundo" outros países vão muito melhor, obrigado! Já passou da hora de o Brasil se firmar como transformador e não apenas uma grande fazenda com serventia de enriquecer outros mais espertos e ladinos..
O agronegócio pode sim ser uma das maiores fontes de riqueza do nosso país, mas contanto que não seja a atividade fim. Se ela tiver sua importância recolocada como atividade meio, a produtividade poderá aumentar e alavancar a transformação da qual o país tanto precisa para ser verdadeiramente desenvolvido.Não precisamos mais expandir nossas fronteiras agrícolas que tanto mal fazem ao meio ambiente. Precisamos sim de repensar de que forma estamos super utilizando o que nós já temos.

O desenvolvimento se produz com conhecimento e tecnologia de forma que a tal "saída pelo campo" propagandeada por sucessivos governos no Brasil, não nos torne um mero produtor de grãos para outras nações. A tão falada exportação das commodities já provou não ser tão eficaz e boa quando se alardeava a anos atrás. Melhor agregar valor a esses produtos vendendo-os já processados e manufaturados e com isso produzir empregos e muito mais riqueza no Brasil, seja ela comercial, intelectual ou tecnológica. Da forma como está o Brasil continuará a ser uma colônia onde outros vem aqui para plantar e colher e com isso continuaremos sendo indefinidamente um país em desenvolvimento. Ciência e tecnologia; se para países sem recursos como Japão, Noruega, Suíça e Estados Unidos  entre outros deu certo porque não haveria de dar certo por aqui. Basta deixar de ser um país colonial.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Nós e Eles

       

         As recentes manifestações que tem ocorrido nos últimos meses me fizeram refletir sobre o tema! Afinal, por que elas acontecem de verdade e qual a motivação que impulsiona pessoas das mais variadas classes sociais e culturais a extravasarem seus sentimentos nessa hora?

         Muitos países como o Brasil tem política partidária plural e múltipla. Mas, na maioria esmagadora, esse pluripartidarismo acaba sendo polarizado entre dois partidos. Independente do país, sempre ocorre essa polarização entre um partido oposicionista ao regime instituído e o partido situacionista que momentaneamente detêm o poder político adquirido. Dessa forma, através das tão faladas coligações, muitos partidos políticos servem na sua realidade a seus dirigentes e alguns poucos correligionários transformados em moedas de negociação política e eleitoral, principalmente na época que antecede as eleições.
           Então, para que existir tantos partidos políticos se quando é para que quando mais se precisa de seu posicionamento e de suas ideologias, justo então eles acabam se aliando a outros partidos, muitas vezes dos quais foram originalmente oriundos e formados? Fazer dois blocos distintos dos 32 partidos políticos existentes oficialmente é realmente uma tarefa hercúlea, visto que ao menos no papel suas ideologias são conflitantes.

            O que falar então dos 21 partidos políticos que estão em processo de regularização, colhendo assinaturas e documentos para seu registro oficial? Nesse bloco se vêem coisas bizarras como Partido da Organização da Vanguarda Operacional (POVO) ou então Partido da Construção Imperial (PCI) ou ainda, Partido Pirata (PIRATAS) e Libertários (LIBER).  Algumas dessas agremiações são verdadeiras piadas nos seus estatutos, nem merecendo registro ou citação. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_no_Brasil)

             Por que estou citando esses exemplos? Para demonstrar a que ponto estamos nos desviando da verdadeira democracia representativa e necessária para um país republicano como o Brasil. Enquanto se perde tempo com discussões inúteis e estéreis, as verdadeiras políticas públicas vão ficando relegadas a segundo plano. Basta citar que o Brasil está perdendo credibilidade no panorama mundial por deficiências de infraestrutura básica como energia elétrica e saneamento básico.
              Por que então existe a divisão entre "nós e eles", tão comum em todos os debates políticos que acontecem pelo país?
              Porque as políticas discutidas entre os dois lados conflitantes na esmagadora maioria das vezes não são políticas públicas ou políticas de governo, mas políticas partidárias. Essas políticas partidárias pouco interessam ou agregam às reais necessidades do país, produzindo um afastamento ainda maior entre "nós e eles"!  O grande erro que repetidamente acontece no Brasil é confundir partido político com governo. Quando se é eleito, não se governa ou fiscaliza para ou pelo partido, mas sim por uma cidade, estado ou país! Quando um partido se imiscui dentro de políticas governamentais com certeza produzirá um buraco ainda maior na possibilidade das políticas convergirem em direção a um bem comum.

                Atualmente as passeatas estão a segregar e separar amigos, irmãos, vizinhos e até familiares pelo simples motivo da separação partidária. Quando se emite alguma nota de repúdio a uma ação do governo imediatamente se fala que é golpismo. Da mesma forma, que quando se emite uma nota a favor do governo, a pecha de ladrão e corrupto logo vem à tona. Lamento informar, mas ser contra o governo não significa golpismo, apenas insatisfação com os rumos e decisões tomadas pelo governo. Também ser a favor do governo não transforma todos automaticamente em um corrupto ou desonesto.
                 A capacidade de discernimento anda em falta entre nossa população quando não sabemos separar profissionalismo e paixão. Um país deve ser administrado com competência e profissionalismo, mas nunca com paixão. Paixão podemos reservar para jogos de futebol ou outro esporte qualquer! Política pública e administrativa é um tema muito mais sério do que ficar 90 minutos dentro de um estádio vibrando.

                  Antes de sermos "nós e eles", somos todos brasileiros! Isso sim, deve ser defendido com paixão. Nunca esquecer de que ser patriota não é ser partidário, mas sim querer de forma legal e regrada fazer um país crescer justamente. Justiça patriótica é quando colocamos o país acima de disputas partidárias. Patriotismo é quando todos temos como bem comum nosso país deixando de lado fanatismos desnecessários que servem apenas para emponderamento de alguns indivíduos que são completamente desnecessários para a coletividade. Pense nisso antes de ofender seu amigo ou seu irmão apenas por uma opinião política partidária incipiente e imatura. A política sempre deve passar, mas as verdadeiras boas ações ficam para sempre! Afinal, o Brasil é muito maior que apenas um partido político!!