segunda-feira, 28 de maio de 2018

Bitucas, Xepas, Guimbas, etc...




... e você vai até a belíssima Ilha de Canas(Ilha do Grant) em Barra Velha e assiste uma vergonhosa cena onde um indivíduo que acabou de chegar a este pedaço do paraíso fumando, e de imediato joga a bituca do seu cigarro dentro d’água!!!
Qual atitude tomar? 1- Tentar conversar com o ignorante sobre sua má conduta? 2- Juntar a xepa e depositá-la em local adequado? 3- Ignorar a situação e fazer de conta que não viu? 4- Encher o infeliz de sopapos e obrigá-lo a comer aquela nojeira?
Lamentavelmente neste momento eu estava sem máquina fotográfica pois fui a nado até a nossa bela ilhota. Perguntei ao homem em questão do por que ele ter jogado a guimba na água. Adivinhem a resposta: “ Para apagá-la, e parar de fazer fumaça”!!  Pergunta 2: O senhor sabia que algum animal marinho pode comer a xepa e morrer por esse motivo? Resposta: “ NÃO! Isso não acontece”!!
Podem ter a certeza de que fiquei tentado a tomar a atitude número 4 citada acima!  Vivemos numa época de pessoas tão ignorantes e idiotizadas que a capacidade de pensar acabou! Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), existem aproximadamente 1,6 bilhões de fumantes no planeta. A média de descarte de bitucas de cigarro é de 7,7 por fumante produzindo quase 8 bilhões de bitucas diariamente. É público e notório que o fumo faz mal a saúde do fumante e das pessoas que o rodeiam, chamadas de fumantes passivos. O que se esquece de mencionar é que as xepas de cigarro não param de poluir quando são jogadas no chão!


A bitica, xepa, guimba é composta de um pequeno pedaço do cigarro que não foi fumado junto com o filtro. Esse filtro é fabricado com acetato de celulose que leva em média de 5 a 10 anos para se decompor em pequenos pedaços que viram microlixo! Ou seja; mesmo depois de “jogados fora” continuam a poluir indefinidamente! NÃO EXISTE JOGAR FORA! Tudo que se “joga fora” continua sobre a superfície do planeta! O cigarro contém mais de 4.000 produtos tóxicos na sua fabricação e as xepas ao serem jogadas no solo liberam essas substâncias contaminando o solo, o lençol freático e consequentemente as águas dos rios e mares.
Se você fumante acha que não tem nada com isso, é porque você é realmente um ignorante ou simplesmente um idiota irresponsável! Fumar já é uma ação maléfica. Mas descartar a guimba de forma irresponsável é uma atitude criminosa! Mas existem alternativas. A primeira e mais lógica e parar de fumar. A segunda é descartar o resíduo chamado bituca no lixo. A terceira é recolher a xepa e encaminhar para projetos de reciclagem onde ela poderá ser transformada em compostagem que serve como ótimo substrato para cultivo de gramas e gramíneas em geral. Sim, isso mesmo! O resíduo do cigarro serve como adubo em muitos tipos de ajardinamentos. As bitucas também podem ser utilizadas em artefatos de cimento, pavimentação de estradas e outros usos menos poluentes! Até papel pode ser fabricado a partir das xepas de cigarros. Mas melhor mesmo é NÃO FUMAR!


Segundo pesquisas científicas, uma bituca leva de 1 a 7 dias para chegar aos oceanos, seja lá onde for jogada. A água da chuva carrega-a para uma boca-de-lobo, em seguida para uma vala, um córrego, um rio e finalmente acaba fatalmente nas praias e dentro dos oceanos. Esse xepa é facilmente confundida com alimento por aves, tartarugas, peixes e até baleias e golfinhos que acabam por morrer com a ingestão desse potencial veneno. Basta apenas uma xepa para matar um peixe ou uma gaivota ou mesmo uma tartaruga! O sistema digestório desses animais não consegue processar essa substância que acaba entalando no esôfago, estômago ou intestino dos bichos culminando com uma morte lenta e dolorosa.


Caminhando pelas nossas praias em Barra Velha tirei essas fotos que ilustram esta matéria num dia qualquer. Basta você cidadão olhar nos meios-fios, canaletas de água, valetas, calçadas e na praia, que em todo lugar, dezenas e dezenas de xepas e guimbas estão ali atiradas e logo acabarão dentro do mar onde você e seus filhos vão tomar seu gostoso banho. O peixe que você compra está contaminado com as substâncias do cigarro que eles engoliram.  A água que você bebe está contaminada pelas mais de 4.700 substâncias presentes no cigarro. Milhares de animais e pessoas morrem em decorrência do uso do cigarro. E você aí ainda diz que fumar não incomoda ninguém?
Lamento te informar, mas se você quer fumar e se matar sozinho é um problema teu! Mas quando você mata e contamina tudo ao redor, é um problema de todos e você passa a ser um criminoso,  porque jogar lixo em vias públicas é crime previsto no Código Penal e Ambiental. Quer morrer? Tudo bem, mas não mate pessoas e animais inocentes!



H2O

Rio Futaleufu-Chile-Considerado o mais puro das Américas

ÁGUA!!!  Nada mais vital para a humanidade.

Em recente viagem ao Chile surpreendi-me com a quantidade de lagos, lagoas, rios e riachos existentes naquele país. Não só a quantidade, mas a qualidade da água nesses lugares e principalmente a qualidade da água ofertada a população. No Chile segundo a legislação, toda água pública tem que ser potável! Toda ela!! Se você acha que o Brasil é pródigo em cursos d’água, você não sabe nada.
No Chile não se vê lixo nos rios e lagos. Não se vê esgotos a céu aberto. A legislação é implacável com quem não tem cuidado com esse recurso natural. Melhor ainda; ninguém é descuidado ou desrespeita esse princípio básico do cuidado com a água! Em inúmeros locais pelos quais passamos e ficamos acampados, bebíamos a água diretamente dos riachos. Ao perguntarmos sobre a potabilidade das águas em algum lugar recebíamos como resposta ríspida: “ Em Chile todas las águas san potables”.  Em nenhum momento compramos água mineral nos mais de 40 dias que percorremos os países do Cone Sul-americano. Que diferença para com o nosso outrora tão bonito Brasil! Fica um desafio injusto tentar achar nas nossas redondezas um rio de onde se possa tomar água diretamente sem medo.
Claro que o Chile tem algumas peculiaridades. Uma delas é que a esmagadora maioria dos rios tem suas águas originadas do degelo. Ou seja: Enquanto há neve e gelo no alto das montanhas, haverá água nos rios. Já está comprovado que a cada ano a quantidade de neve no alto da Cordilheira dos Andes está diminuindo.  Culpa do aquecimento global? Alterações naturais das correntes marítimas? Desmatamentos em diversas partes do mundo? Difícil encontrar uma resposta que seja unanimidade. De qualquer forma em diversos lugares do planeta o cuidado com a conservação dos recursos hídricos está bem avançada e o Chile é um dos ótimos exemplos a ser seguido.

Laguna Maule-Divisa do Chile com a Argentina
Em outros países ainda utilizando a “famosa ciência popular” chamada de “Achismo”, acha-se que a água é um recurso inesgotável. De certo modo sim. Ela pode até ser inesgotável, mas com certeza a sua qualidade não mais será adequada ao consumo e a sobrevivência de algumas espécies, incluindo-se entre elas a espécie humana. Sabe-se que uma água contaminada pode ser extremamente letal ao ser humano e às mais diversas espécies animais que nos rodeiam.  Hepatite, Giardíase, Febre Tifoide, Cólera, Leptospirose, Disenteria Amebiana entre outras são algumas das principais doenças provocadas por águas sujas ou contaminadas. Todas sem tratamento rápido e adequado pode levar a morte em poucos dias.
E aí você pergunta: E eu com isso? O governo que cuide desse problema! O problema não é o governo. O problema é você que não cuida da tua própria vida e continua jogando esgoto e sujeira nos rios e riachos. Pior: Ainda fica resmungando e reclamando do mau cheiro e ratos e baratas que infestam as beiradas dos rios perto da tua casa. Mais repugnante é saber que você, eu e muita gente boa acabamos tomando banho no mar que está completamente contaminado com as porcarias jogadas nos rios!! E aí?? Continua achando que o problema não é teu??

Colhendo água "in natura" na Cordilheira dos Andes
Só para te informar que Barra Velha, cidade onde eu moro,  não possui nem um mísero metro de tubulação de coleta de esgotos! O que existe são os tubos, muitas vezes irregulares e ilegais, que confinam e matam os rios e riachos que deveriam ser abertos e limpos! São nesses tubos que você continua a jogar seu esgoto de forma criminosa? Acorda!!!  Pare de “tirar teu corpo fora” da tua responsabilidade. Bonito é ver outros lugares e países cuidando das suas águas. Vergonhoso é ver o cidadão brasileiro reclamando e continuando a fazer as coisas erradas!


Água boa nos rios e lagos serve para beber, pescar, nadar, esportes náuticos, criação, decoração, enfim tudo. Atrai pássaros, turistas, gera renda para a cidade e acaba com mais de 70% das doenças registradas nos postos de saúde.  Já imaginou que orgulho se nossa cidade tivesse todos os seus rios limpos com águas cristalinas e cheias de peixes?  Onde você não teria vergonha de receber uma visita em casa e ficar explicando o mau cheiro que emana dos bueiros e bocas de lobo! Os maus cheiros ou fedores são produzidos pelos próprios moradores.
Cidades grandes com muitos milhares de habitantes como Mendoza e Córdoba na Argentina tem rios limpos e cristalinos que correm ao lado de calçadas e ruas e tem suas margens ocupadas por parques lineares cobertos de grama, flores e árvores. A população passa suas horas de lazer nesses lugares todos os dias de forma tranquila aproveitando a natureza oferecida. Não vamos ficar cobiçando outros bons exemplos. Podemos sim ser bons exemplos fazendo o que é certo. Seja inteligente: NÃO SUJE e NÃO POLUA NOSSOS RIOS E LAGOS.
                                                                
Degelo no Paso Peruhenche-Divisa Chile/Argentina

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Areias Monazíticas – Você Conhece?

Areia Monazítica

Quase fim de ano! Época de planejar as férias ir para a praia e relaxar. Aí você chegando na praia, resolve estender a sua toalha na areia, armar o guarda-sol e a cadeira de praia, mas...  ... bem naquele canto da praia tem aquela areia “suja” – preta, com uma consistência meio pastosa e estranha...
E agora: “que droga de poluição” você diz!  Sinto afirmar que você está muito enganado ou mal informado. Nem sempre o que parece “sujeira” é poluição ou esgoto nesse caso. Não confunda as tão famosas “línguas negras” de esgoto já tão desnecessariamente famosas nas nossas praias com a areia monazítica! As línguas negras correm pela areia formando um canal de areia fétida com água igualmente suja em direção ao mar. Diferentemente a areia monazítica espalha-se de forma homogênea por toda a superfície da praia, ocorrendo na maioria das vezes num canto da praia.

Praia do Cerro-Itajuba-Barra Velha-SC
Afinal o que então essa tal de AREIA MONAZÍTICA?
É uma ocorrência geológica proveniente da decomposição de alguns tipos específicos de granitos no período Pré-Cambriano ao longo da costa. Esses granitos ou gnaisses específicos contêm alguns minerais e metais pesados, que no caso da areia monazítica são a magnetita, ilmenita e o rutilo e alguns elementos radioativos como o radônio, rádio, gadolínio, tório e até urânio. Mas no caso das areias monazíticas, a presença mais intensa é do elemento químico radioativo Tório (Th-232) na forma de óxido de tório (ThO2).
A diferente composição das areias monazíticas influencia na sua cor aparente, variando de amarelo escuro, passando pelo marrom e chegando a cor preta. Essa composição também é determinante para estabelecer a quantidade de radiação emitida pela areia. O nome Monazita vem do grego “monazein”-que significa “estar solitário” pela raridade de seus afloramentos superficiais.  Segundo pesquisas as areias monazíticas possuem efeitos terapêuticos mais especificamente no tratamento de artrites, inflamações, gota, anemia e afecções alérgicas de pele. Alguns estudos indicam que as areias monazíticas seriam bons auxiliares no combate a diversos tipos de câncer. Existem controvérsias sobre os benefícios e malefícios oferecidos por banhos ou máscaras de areia monazítica, mas as pessoas que dela se utilizaram relatam melhoras na sintomatologia apresentada, motivada pela pequena quantidade de radiação sobre a pele, fato que estimula a circulação sanguínea. Não se sabendo com certeza sobre a quantidade e intensidade da radiação emitida ficará sempre a dúvida.


Polêmicas e controvérsias a parte, no Brasil existem diversos locais que apresentam areias monazíticas, como o mais famoso na Praia de Guarapari-Espírito Santo. Na Praia de Comuruxatiba no sul da Bahia e também na região norte de Santa Catarina, com afloramentos em Balneário Barra do Sul-(Praia das Salinas), São Francisco do Sul-(Praia do Itaguaçu) e pequena concentração em Barra Velha, mais especificamente na Praia do Grant e Praia do Cerro Em Itajuba.  No Espírito Santo a descoberta desse precioso mineral aconteceu no Século XIX por intermédio do engenheiro americano John Gordon que intermediou a retirada de areias monazíticas de forma clandestina para a Europa e Estados Unidos. Estima-se que mais de 200 mil toneladas do material foram contrabandeadas para fora do Brasil entre os anos de 1889 e 1951.
No fim do século XIX o principal uso do Óxido de Tório presente na areia monazítica capixaba e baiana era para a fabricação de lâmpadas e luminárias à gás. Mais tarde no início do século XX com o advento das grandes guerras mundiais esse elemento associado ao urânio (U-233) fabricado a partir do enriquecimento do tório presente nas nossas areias foi comercializado e contrabandeado para a fabricação de reatores nucleares em submarinos e no desenvolvimento de bombas nucleares. Na década de 1950 o Brasil foi “forçado” a decidir se enviava tropas para o oriente na famosa Guerra da Coreia ou em caso de negativa deveria ofertar areias monazíticas e “outros materiais de uso estratégico” para auxiliar os países aliados naquela disputa sangrenta que durou diversos anos.

Praia do Grant-Itajuba-Barra Velha-SC
Independente de polêmicas e disputas internacionais as areias monazíticas são afloramentos relativamente raros e mesmo que não haja nenhuma comprovação científica garantida 100%, devemos sim preservar e utilizar de forma racional nossas belezas naturais. Que fique bem claro e definitivo que as areias pretas nem sempre significam sujeira e nesses casos das nossas praias em Itajuba, são belas atrações naturais que embelezam ainda mais nossa cidade.
Aproveito essa coluna/blog para agradecer a todos que me acompanham, agradecendo a fidelidade e amizade que tenho recebido nos inúmeros emails que recebo. Nosso compromisso é com a verdade e mais respeito com um mundo mais bonito, limpo e agradável para todos nós. FELICIDADES a TODOS!!

Praia do Cerro-Itajuba-Barra Velha-SC


terça-feira, 8 de maio de 2018

Animais Migratórios



E de repente, mais uma baleia aparece nas nossas praias. Em poucos dias três espécimes de cetáceos encalharam na nossa orla. Tudo leva a pensarmos do motivo que levou em tão pouco tempo esses acidentes que vitimaram esses belos animais a se aproximarem tão perto ou por que elas, as baleias depois de anos sem “darem as caras” por aqui, agora viraram quase habituais.
Muitas espécies de animais sejam mamíferos como focas, lobos marinhos, golfinhos, baleias entre outros e também centenas de espécies de aves migram entre continentes e oceanos. Muitas espécies de peixes tartarugas entre outras espécies também migram. Mesmo grandes mamíferos terrestres como elefantes, girafas, ursos e outras demais espécies também migram em longos deslocamentos. Para estes hoje em dia existe a limitação imposta pelo crescimento populacional urbano e ocupação humana de áreas antes livres e acessíveis a estes animais.
Fica sempre a grande curiosidade do por que esse fenômeno tão interessante ocorre. Primeiramente não podemos nos esquecer de que o ser humano desde os primórdios tempos também migrava em deslocamentos pela terra. A primeira grande questão que foi descoberta sobre os deslocamentos migratórios refere-se a alimentação. Em regiões muito frias é normal haver uma gradual redução na oferta alimentar para qualquer ser vivo. A segunda grande questão é a indispensável questão reprodutiva onde já é sabido que com temperaturas mais agradáveis a reprodução das espécies se dá de forma mais natural.


A palavra Migração vem do Latim onde o termo “ migro “ significa “ ir de um lugar para outro”. Não confundir com Emigração que significa saída de um país para outro ou então com Imigração que significa a entrada em um outro país.  A Migração é a movimentação de vai e vem contínua sem que os indivíduos fixem local de permanência definitivos.
As atuais migrações são praticamente restritas a animais que vivem nas águas ou então aves. Essa característica peculiar acontece, pois não existem muitas interferências e obstáculos ao deslocamento como seria por via terrestre. Simplificando: Para as aves basta alçar voo e escolher um bom lugar para continuar seu ciclo de vida. Da mesma forma para qualquer peixe ou animal marinho basta nadar até alcançar seu local escolhido. O que intriga a todos os pesquisadores e cientistas são os locais escolhidos e as rotas tomadas para esses animais atingirem seus objetivos. Por que determinadas regiões ou locais bem específicos acabam por serem eleitos como ideais para a migração? Muitas vezes altas montanhas, lagos salgados e até desertos são escolhidos para a migração. É claro que na maioria das vezes, florestas, campos, ou no caso de peixes e assemelhados a migração ocorre sempre em busca de locais mais acolhedores com farta alimentação disponível e climatologicamente favoráveis.


Nossa localização geográfica no planeta, ao sul do continente Americano é rota obrigatória de inúmeras espécies que nos visitam ou apenas estão de passagem. Dia desses ouvi aqui mesmo em Barra Velha ruídos vindos de cima e qual não foi a minha surpresa de ver uma imensa revoada de flamingos cruzando nosso céu em direção ao sul. Nem precisamos citar nossa tão conhecida tainha que todos os anos nos brindam com sua visita. O mesmo ocorre com os camarões, sardinhas e demais peixes que durante sua passagem perto de nossas praias acabam sendo capturados em grandes quantidades. No caso desses e muitos outros, o seu deslocamento é motivado para a desova de forma a perpetuar as espécies. Isso torna tão importante o respeito ao período de defeso de pesca que é primordial para proteger essas espécies comerciais de sua extinção.
Outras espécies que atualmente encontram-se protegidas de captura como as tartarugas, tubarões, golfinhos, orcas e baleias também perpetuam seu ciclo migratório todos os anos e nos brindam com belas imagens quando podemos avistá-las. Claro que algumas vezes a aproximação em demasia proporciona o encalhe e possivelmente o óbito de alguns espécimes. Outras vezes esta aproximação se dá porque o animal está muito debilitado ou doente. Algumas vezes o animal acaba desorientado e levado pelas correntes marinhas também pode ficar preso a bancos de areia ou praias rasas.


A correta observação dos hábitos e ciclo de vida das mais diferentes espécies migratórias é importante para que possamos entender esse fenômeno e interferir o mínimo possível. Que fique bem claro que as alterações ambientais sempre existiram por motivações naturais, mas cada vez mais nota-se a interferência danosa do ser humano no ciclo reprodutivo e de vida de outras espécies. O frágil equilíbrio da cadeia alimentar existente na natureza está sendo drasticamente alterado quando buscamos de forma desenfreada e irresponsável interferir nesse ciclo. A busca sem critérios por proteína animal selvagem na alimentação de milhões de pessoas vem lentamente desequilibrando a balança da sustentabilidade do ecossistema.


Os acidentes de percurso como os recentes encalhes de cetáceos nas nossas praias tem levado cientistas a tentar descobrir a real causa desses fenômenos. Uns defendem a tese das alterações na direção das correntes marinhas. Outros defendem que a aproximação de animais de grande porte se dá pela diminuição de oferta de alimento nos oceanos. Outros tantos afirmam que questões climáticas como aquecimento ou esfriamento das águas motivam os incidentes recentes. A busca por respostas está longe de acabar, mas de uma cois podemos ter certeza: Devemos interferir o mínimo possível na natureza e no ecossistema natural! Quando mais intensas e recorrentes nossas interferências, mais graves e danosos serão os resultados apresentados.



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Microplástico – O “ Lixo Invisível”.

Ave marinha encontrada morta pela ingestão de plásticos.
Em dois recentes eventos ambientais nos quais me fiz presente recentemente, uma vez mais foram temáticos os assuntos debatidos. No primeiro; o 1° Fórum Mundial da Água – Etapa Sul Brasileira realizado no município de Balneário Camboriu onde debatemos sobre a problemática da gestão das águas sobre o planeta. No segundo; 1° Encontro Sobre Lixo Oceânico no Atlântico Sul realizado no município de Itajaí sob a atualíssima temática do incremento de resíduos lançados nos mares e oceanos.
O que ficou evidente nesses encontros frequentados por acadêmicos, ONGs, cientistas e público interessado foi a repetição de um tema que tanto incomoda. O lixo. Sim, o lixo virou sorrateiramente a “estrela” indesejada das conversas e debates. Para depurar ainda mais um pouco a temática chega-se ao protagonismo dos plásticos como ator principal nessa trágica peça teatral chamada Poluição. Logo ele, o plástico que tantos benefícios e aplicações úteis nos oferece, passa a ocupar o lugar de vilão sem deixar de ser o “mocinho” nas nossas indústrias, casas e nas necessidades diárias.


     Vivemos numa sociedade de consumismo descartável praticamente todo movido a plásticos. Alimentos, vestuário, bebidas, remédios, móveis e até automóveis e aviões. Tudo embalado ou acondicionado ou mesmo fabricado de plástico. O plástico é um material orgânico polimétrico sintético na forma macromolecular (molécula grande). É orgânico pois sua matéria prima principal provém do petróleo que em resumo nada mais é do que matéria orgânica decomposta submetida a milênios de processos que lhe deram a formatação,  composição e aparência como conhecemos hoje.
Desde 1909, data da invenção do baquelite (tipo de plástico duro e pouco maleável) ou 1930 quando foi criado o Nylon ou poliamida, a cada dia descobrem-se mais utilidades e formatações com o uso de plásticos no mundo. O problema é que quanto mais se produzem plásticos, mais resíduos desses mesmos são também incrementados. Estima-se que a durabilidade de um plástico fique em torno de 450 a 600 anos quando largados na natureza. A exposição dos plásticos aos raios UVA e UVB do sol degradam os plásticos mas não os eliminam completamente.  Eles vão se desgastando e degradando lentamente até voltarem a sua forma original, que são pequenas bolinhas chamadas pellets. Esse é o chamado plástico invisível!


Vejam com atenção as pequenas "bolinhas" (pellets) de plástico


Só que não é invisível. Basta olhar com atenção nas bordas de areia das praias que esses pequenos pellets lá estão aos milhões. Quase despercebidos dos humanos e também aos animais marinhos, passam a serem ingeridos por aves, peixes, crustáceos, tartarugas e mesmo mamíferos como focas, leões marinhos, golfinhos e baleias, que sem saber acreditam tratar-se de algum tipo de alimento. Segundo a ONG Biodiversidade, cerca de 100 milhões de animais morrem anualmente pela ingestão de plásticos. Ainda não se sabe qual é o grau de intoxicação dos animais como peixes que servem de alimento para o ser humano. Sabe-se apenas que parte de alguns plásticos que são digeridos por animais marinhos é depositado na carne desses animais que posteriormente serão consumidos por humanos.
Da mesma forma, existe a ingestão de micro-plásticos por galináceos, porcos e gado em geral, mas os resultados da acumulação dos microscópicos resíduos nesses animais ainda é objeto de intensas pesquisas em diversas partes do mundo. O que se tem de certeza é que todos, humanos, animais e vegetais sofrem de forma silenciosa algum efeito pela exposição e ingestão de micropartículas plásticas provenientes de detergentes, desodorantes, produtos de limpeza e higiene em geral, sem levar em conta da ingestão concomitante com os alimentos diários.



Mais que alarmismos, a realidade e gravidade da contaminação dos solos e águas do planeta por plásticos são infinitamente maiores e de maior complexidade do que a contaminação por esgotamentos sanitários ou por matérias orgânicas. O que ocorre é a contaminação sorrateira e despercebida que o microplástico produz, principalmente pela sua aparente inocência e completa ausência de cheiro ou sabor conferindo a esse perigoso contaminante uma letalidade silenciosa mas muito contundente.
Então com todo o problema apresentado afinal existem soluções? Como poderemos viver sem o plástico? Num mundo tecnológico atual seria muito difícil abdicar do uso do plástico, mas podemos tomar algumas atitudes muito fáceis no dia-a-dia.  REDUZIR o consumismo e desperdício é uma das primeiras atitudes a serem tomadas. Escolher produtos com embalagens retornáveis. Comprar e utilizar plásticos polimétricos de melhor qualidade que possam ser reutilizados ou indefinidamente reciclados. Nunca jogar fora plásticos nas ruas, rios ou oceanos! Separar e encaminhar para a correta reciclagem é sinal de sabedoria e respeito. Não existe “jogar fora” do nosso planeta! Qualquer resíduo que você acha que jogou fora vai continuar aqui mesmo sobre o planeta terra.
Seja esperto, respeite o meio ambiente e NÃO SUJE O NOSSO PLANETA!



Assista no You Tube o vídeo que produzimos na cidade de Barra Velha-Santa Catarina-Brasil   Microplástico “ O Lixo Invisível”.
https://www.youtube.com/watch?v=JebkpAaeLcI

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Baleias em Santa Catarina

Baleia Jubarte
Estamos saindo da estação mais fria do ano na região sul do Brasil. Nessa época as águas do Oceano Atlântico Sul estão com sua temperatura mais baixa o que provoca marés irregulares e elevadas. A elevação e alteração no perfil e gabarito das marés também são influenciados pelos ventos mais intensos nessa época, tudo motivado pelo esfriamento e consequente aquecimento posterior das imensas massas de água que banham a costa brasileira.
Essa alteração térmica das águas tem um interessante efeito colateral que é o aparecimento de baleias perto da costa e muitas vezes bem próximo a linha de arrebentação nas praias.  Na região compreendida entre o estado do Rio Grande do Sul até o sul da Bahia durante os meses de julho a novembro é bastante comum avistar cetáceos (baleias) em baías e estuários. Baleias NÃO SÃO peixes mas sim mamíferos sendo que os filhotes chegam a consumir aproximadamente de 200 até 400 litros de leite por dia, conforme a espécie.
São quatro os tipos de cetáceos que visitam a costa sul brasileira;  as baleias Franca (Eubalaena australis),  a baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae), a Baleia de Bryde (Balaenoptera brydei) e finalmente a Baleia Minke (Balaenoptera acutorostrata).  A Baleia Franca é avistada sempre mais na região costeira sul do Brasil até o estado do Paraná. A Baleia Jubarte pode ocorrer até o estado da Bahia. Essas duas primeiras fazem seus deslocamentos vindas da Antártida com o objetivo principal de reprodução e crescimento dos filhotes em águas com temperaturas mais amenas.  Já as baleias de Bryde e Minke ocorrem em águas mais próximas a linha do Equador podendo deslocar-se mais ao sul chegando aos estados do sul do Brasil mas com menor intensidade.

Baleia Franca
A Baleia Franca mais comum ao sul tem aproximadamente 15 m de comprimento quando adultas e 4 m de comprimento dos filhotes menores. O peso adulto pode variar de 50 a 80 toneladas com expectativa de vida ao redor dos 70 anos. Alimenta-se basicamente de Krill (pequenos camarões) e para identificá-la mais facilmente no oceano, ela não apresenta nadadeira dorsal (nas costas). Também apresenta calosidades na cabeça como se fossem verrugas o que permite a sua fácil identificação.
A Baleia Jubarte, tão famosa no Arquipélago de Abrolhos na Bahia, tem aproximadamente  15m de comprimento adulta e também 4 m quando filhote. Os espécimes adultos chegam a 30m toneladas com expectativa de vida ao redor dos 50 anos. Também alimenta-se de Krill e para identificá-la possui uma pequena nadadeira dorsal e grandes nadadeiras peitorais com comprimentos de 5 m podendo chegar a metade do comprimento do corpo.

Baleia Minke
A Baleia Minke, a menor das quatro, tem aproximadamente 7 m de comprimento adulta e 2,5 m quanto filhote. Os adultos pesam ao redor de 10 toneladas e vivem em torno de 45 anos. Alimentam-se de peixes e plâncton e são identificadas por uma mancha branca na parte superior das nadadeiras peitorais.
Por fim a Baleia de Bryde as mais raras de serem avistadas no sul do Brasil, tem mais ou menos 15 m de comprimento para as adultas e 3 m para os filhotes. Adultos pesam em torno de 16 toneladas e vivem aproximadamente 60 anos. Sua alimentação consiste em peixes de cardumes, plâncton e crustáceos em geral.  Diferente das anteriores que tem coloração mais acinzentada, a Bryde tem com mais azul e possui 3 pequenas quilhas ou nadadeiras na parte posterior da cabeça.

Baleia de Bryde
As baleias foram intensamente caçadas na costa brasileira a partir de 1602 data da expedição da primeira licença de caça às baleias no Brasil e em especial na região sul brasileira onde o comércio do óleo de baleia foi um importante produto de comércio com a Europa.  Eram abatidas aproximadamente 4 a 5 mil baleias por ano, principalmente fêmeas e filhotes. Claro que a matança indiscriminada praticamente acabou com as baleias na região, e em 1786 as capturas não chegaram a 1000 exemplares. Culminando que em 1819 foram mortas apenas 59, visto que com a morte das fêmeas e filhotes a reprodução era quase inexistente!

Baleia Jubarte fêmea em Itajuba 2012
Somente em 1923 o Brasil estabeleceu uma lei de regulação de captura das baleias, mas isso também pouco foi respeitado. Finalmente após décadas de pressão de ambientalistas e uma lei internacional de proibição da pesca dos cetáceos em 1986 o Brasil passou a ser oficialmente um país proibido para a captura de baleias. Atualmente poucos países ainda matam baleias, entre eles o Japão e a Noruega.
A poucos dias apareceram baleias Franca na costa de Barra Velha-SC tendo algumas sido avistadas bem perto das praias e com intensa divulgação nas redes sociais. Nossa recomendação é que o avistamento de baleias na forma embarcada seja feito sempre com muita segurança e cautela, pois apesar de serem muito dóceis estes mamíferos tem grande peso e envergadura, podendo causar acidentes em pequenas embarcações que se aproximem.  A aproximação natural das baleias das nossas praias é motivada principalmente para que os filhotes e as fêmeas possam descansar de sua longa viagem de mais de 5000 km desde a Antártida. Atualmente as baleias são uma bela atração turística principalmente na costa catarinense perto da região de Imbituba e Itapirubá mais ao sul do estado.




A alguns dias mais um exemplar da espécie Jubarte apareceu na costa de Barra Velha.
Encalhou na Praia da península ao norte da cidade onde permaneceu por dois dias até que diversas tentativas de resgate mostraram-se infrutíferas em devolvê-la ao mar. Até um rebocador oceânico foi deslocado do Porto de Imbituba na tentativa de puxá-la para alto mar. Assim mesmo ela retornou a praia no final de 4 dias e acabou morrendo.
Ainda não se sabe a real causa do óbito do cetáceo fato que ainda está sendo investigado por biólogos. Sabe-se de antemão que ela estava muito debilitada e com movimentação limitada da nadadeira ventral direita fato que impedia a sua correta flutuação e respiração. Pesquisadores realizaram a necrópsia e o exemplar será preservado no Museu Oceanográfico na cidade de Balneário Piçarras.


Desmembramento da baleia na Praia da Península-Barra Velha-SC

Vista da parte dianteira inferior invertida da Jubarte

Realizando a inspeção das entranhas do cetáceo
De qualquer forma ter baleias visitando a costa um bom sinal que as nossas águas oceânicas ainda preservam boa qualidade e permanece a esperança de que assim continue. Longa vida às baleias.

Cauda de Baleia Jubarte

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Defesa Civil Somos Todos Nós

Palestrando sobre a cidade onde moramos-Barra Velha-SC
A população mundial cresce a cada dia. Atualmente somos 7 bilhões e 600 milhões de pessoas vivendo sobre a superfície terrestre. Com o gradual incremento populacional é normal que espaços antes desocupados passem a ser habitados ou frequentados, seja para moradia ou apenas de forma temporária e pontual.
Da mesma forma que a população cresceu rapidamente no último século, também estima-se que essa população cresça rapidamente nos próximos anos e chegue ao ano de 2050 com uma estimativa de 10 bilhões de pessoas segundo a ONU.
Os eventos climáticos e meteorológicos também sempre existiram sobre o globo terrestre e apesar de termos a impressão de que a cada ano a quantidade de eventos e eventuais desastres ambientais aconteçam, isso pode não ser verdade. A essa impressão damos o nome de percepção. O que verdadeiramente aumentou muito nas últimas décadas foi a percepção de que eventos climáticos ambientais e meteorológicos acontecem com maior frequência e intensidade. A velocidade com que as informações trafegam hoje em dia é infinitamente superior a que acontecia a poucos anos atrás. Hoje com um simples ifone ou notebook podemos saber instantaneamente o que acontece no outro lado do mundo.  Essa velocidade nos permite uma percepção infinitas vezes maior dos eventuais perigos que nos rodeiam.
Essa percepção ou sensação de observar e conseguir antever alguma eventual ocorrência, emergência e até um desastre é a essência da autodefesa e da própria Defesa Civil. A Defesa Civil não é uma organização refratária ou isolada. A Defesa Civil somos todos nós. Não basta ter algumas pessoas altamente preparadas e treinadas enquanto o grosso da população não participa ou não se importa com o mundo que a rodeia. Numa eventualidade catastrófica, todos serão atingidos e quem foi mais preparado treinado e resiliente com certeza terá melhores condições de enfrentar e superar qualquer dificuldade.

Tipos de eventos que podem ocorrer em Barra Velha-SC
A resiliência é a capacidade que qualquer pessoa, entidade, cidade ou até mesmo país de se preparar enfrentar e se recuperar de qualquer ameaça ou desastre que possa atingi-la. Resiliência é a essência de uma Defesa Civil atuante e eficiente. Repito; Defesa Civil somos todos nós. Ter cidadãos habilitados e capacitados a atuarem nas mais diferentes frentes de enfrentamento a desastres é o segredo de possuir a capacidade inata de se recuperar rapidamente a qualquer emergência apresentada. Não é preciso que todos sejam especialistas ou mestres em alguma habilidade específica. Basta que uma população minimamente consciente e atuante nas suas responsabilidades faça sua parte participando e compartilhando conhecimentos. Achar que uma Defesa Civil eficiente seja um pequeno grupo de técnicos extremamente capacitados e treinados não vai evitar que uma catástrofe eminente atinja a todos de forma contundente ou até mesmo fatal.

Curso de formação de Gestores de Núcleos de Defesa Civil-Jaraguá do Sul-SC
O fato de que os eventos climáticos tem sua percepção aumentada aliada a desastres ou emergências causadas pelas ações humanas fazem com que as ações da Defesa Civil também aumentem. A ocupação desordenada em áreas de risco ou eminente desastre também tem motivado aumento nas ocorrências desastrosas por todo mundo. Infelizmente com a busca desenfreada por localizações de relevante beleza cênica para construção civil tem deixado de lado o bom senso e a segurança tão necessárias a boas práticas de resiliência, proteção e defesa civil. A Lei Federal n° 12.608/2012 é bem clara de sua importância e observância quando da elaboração ou readequação dos Planos Diretores municipais.
O que se vê na atualidade são os gestores públicos municipais deliberadamente deixando de lado a obrigação de contemplar projetos públicos com as mandatárias previstas na Lei da Defesa Civil, e privilegiando as questões financeiras ou políticas. As consequências futuras de empreendimentos que relevam as boas práticas de resiliência e proteção com certeza serão funestas ou no mínimo de grande prejuízo.


A pouco mais de duas semanas estive participando do II Seminário Regional de Defesa Civil e também do Curso de Formação de Gestores de NUPDECs (Núcleos de Proteção e Defesa Civil) ambos na cidade de Jaraguá do Sul, juntamente com o Diretor de Defesa Civil do município de Barra Velha, Elton Cunha e a assistente social Ana Maria Darife e a bombeira Rosângela Poleza. Qual o objetivo? Aprender, multiplicar e compartilhar os conhecimentos de forma a construirmos juntos uma sociedade mais resistente e mais preparada a enfrentar quaisquer eventualidades que possam surgir. Precisamos de uma vez por todas acabar com o pensamento de que a Defesa Civil serve para distribuir alimentos ou colchões após um desastre climatológico.  Segundo a própria UNISDR ( Estratégia Internacional de Redução de Desastres da ONU) a cada US$ 1,00 Dólar investido em prevenção, economiza-se US$ 7,00 Dólares em reconstrução ou reconstituição do cenário atingido.  Só para efeito de informação, o estado de Santa Catarina teve prejuízos na ordem de R$ 17,625 bilhões de reais entre os anos de 1995 a 2014, apenas com eventos destrutivos contabilizados pela Defesa Civil. É terceiro estado mais afetado no Brasil em relação a eventos e emergências atendidos pela Defesa Civil. Assim temos a certeza em afirmar que incentivar a Defesa Civil é investimento com garantia de retorno financeiro e social para todos.
Dessa forma fica claríssimo que a mudança de paradigmas e mentalidade tanto da sociedade civil quanto dos administradores públicos se faz de forma urgente, para que não continuemos a sofrer cada vez mais com situações de risco desnecessárias e que tantos transtornos trazem a todos nós.  “ A GENTE NÃO PODE MUDAR O PASSADO, MAS PODE PREVENIR O FUTURO”!